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Revista M2 Magazine da Nova Zelândia
Julho de 2008
July 2008
Por: Elain
Lipworth
Gillian Anderson de Arquivo X, 39 anos, nasceu em Chicago e passou parte de sua infância em Londres. Sempre interessada em drama, ela começou a atuar no segundo grau, descobrindo que tinha talento bem como paixão, e foi adiante estudar teatro da Universidade DePaul em Chicago, e mais tarde na Cornell University em Nova York.
Anderson passou vários anos aparecendo em produções de teatro antes de se mudar para Los Angeles em 1992 para audições, e depois de papeis na televisão, aterrissou no papel de Dana Scully de Arquivo X quando tinha apenas 24 anos. Durante seu tempo na série, Anderson ganhou vários prêmios incluindo um Emmy, um Golden Globe e dois SAGs.
Ela recentemente apareceu em O último Rei da Escócia e Straightheads. Em 2006, foi nomeada ao British Academy of Film e Television Arts Award ( BAFTA) por seu papel na série de televisão da BBC, adaptada de Charles Dickens, Bleak House. A atriz e seu parceiro, Mark Griffiths, moram em Londres, eles tem um filho de um ano e meio e Anderson tem uma filha de 13 anos de um casamento anterior.
Resposta:
O quão foi desafiador voltar ao papel de Scully?
Levou um bom dia para voltar ao meu personagem. Eu achei que iria conseguir com muito menos esforço do que foi. No primeiro dia eu estava tendo um tempo difícil e eu acho que parte disto era devido ao longo período, mais de cinco anos, que eu venho fazendo tudo que me é possível para pegar papeis que são remotamente parecidos com Scully. Eu empurrei para o lado ( desisti) de qualquer coisa que me lembrasse dela de qualquer forma. Eu estava tentando conseguir projetos completamente diferentes. Se eu fui bem sucedida ou se eu falhei não é relevante mas parece que eu fui capaz de fazer isso. De qualquer forma, eu percebi que quando eu estou sendo Scully novamente, uma parte do meu cérebro sempre diz. “ Vá embora, vá embora” mas na realidade deveria na verdade dizer “ Venha aqui, venha aqui” então é um pouco difícil. Eu acho que eu a achei novamente agora. Algumas cenas são mais difíceis que outras. Literalmente, é sobre voltar em seu processo de pensamento e como ela responde a certas situações. Esse é o trabalho real do personagem.
A química retornou rapidamente com David?
Bem, a química com David é completamente fácil. É algo que nós parecemos fazer, parecemos voltar a isso, com nossos olhos fechados. Do instante que começamos a trabalhar juntos, estava lá. Houve um determinado momento quando nós estávamos em uma cena e eu olhei para o David – Mulder – da forma como Scully naturalmente olharia para ele para um entendimento natural sobre algo que estava sendo discutido e foi bastante familiar. Quando eu reconheci que estava em minha frente, foi quase chocante de alguma maneira. Havia muito de deja vu. Levou boas horas para reconhecer o fato que de que “ aqui vamos nós novamente” finalmente e maravilhosamente. Nós dois apreciamos muito isso.
Você é aberta ao lado desconhecido, misterioso e espiritual da vida ou você compartilha do pragmatismo de Scully a vida?
Eu sou muito mais aberta ao lado espiritual da vida do que ela é. Por vários periodos durante a série, no entanto, a opinião dela sobre o espiritual mudou. Eles permanecerem em um curso bastante reto a maior parte do tempo, mas houve épocas em que ela variou um pouco com relação ao espiritualismo. No Geral, contudo, ela é muito mais mente fechada e rigorosa do que eu sou. Eu sou uma pessoa espiritual, mas ela é Católica, uma devota católica e isso não faz parte da minha experiência. Isso sozinho dita a diferença entre nós duas.
Você tem um regime de dieta? Como se preparou para o filme?
Eu estou tentando permanecer saudável. Principalmente para ter energia. Eu estou tentando não comer farinha e açúcar. Isso é um grande desafio para mim porque farinha e açucar perfazem três quartos do que eu amo comer. Normalmente, eu sou uma pessoa do chocolate e do pão, então é difícil. Não é brincadeira desistir mas quando eu desisto destas duas comidas, é fácil levantar pela manhã e permanecer acordada durante o dia. Eu não tenho me exercitado muito durante o dia. Eu planejo fazer mais. Está no topo da lista de coisas que eu preciso começar a fazer.
Você pode explicar que tipo de projetos você escolheu após o fim da série e por que? Parece que você escapou qualquer tipo de estereotipagem.
Esteriótipos sempre foram uma preocupação para mim e eu acho que em algumas partes do negócio ( showbizz) as pessoas ainda me vêem de uma certa forma e não sabem o que fazer comigo enquanto atriz. Uma das razões que eu permaneci na Inglaterra, além ( do fato de eu amar o lugar , e (além)de lá ser a minha casa no momento, é que eu pareço ser percebida de uma forma bastante diferente em termos de trabalhos que eu posso fazer. Isso torna as coisas mais interessantes para mim. As pessoas se ariscam comigo lá e é diferente de estar em Los Angeles. Eu consigo fazer o tipo de trabalho que eu gosto de assistir.
O que particularmente lhe agradou?
Eu amei fazer Bleak House da BBC. Isso foi uma oportunidade extraordinária. Quando eles me ofereceram do nada, parte de mim queria dizer a eles: “ Vocês tem certeza que pegaram a pessoa certa? O que faz vocês pensarem que eu posso fazer isso?” Eu acreditava que eu podia fazer mas eu fiquei impressionada que eles tivesse tanta fé em mim. Eu estava acostumada a ser oferecida papeis bastante similares do que eu tinha feito antes. E foi completamente diferente de qualquer coisa que me ofereceram no passado. Foi incrível, uma oportunidades incrível. Fazer parte de O Último Rei da Escócia foi também incrível. Eu tenho realmente tido sorte com alguns ótimos papeis. Eu interpretei uma garota Norte Irlandesa e trabalhei com o sotaque deles, o que foi tão interessante e educativo. E recentemente eu fiz How To Lose Friends e Alienate People ( sobre um escritor Britânico em Nova York), baseado nas memórias de Toby Young, com Simon Pegg, Jeff Bridges, Kirsten Dunst e Danny Huston. Foi um elenco tão eclético e tão interessante.
As pessoas bombardeiam você pelo mundo, reconhecendo você como Scully?
Isso honestamente depende da minha cor de cabelo. As vezes eu acho que eu estou me passando como anônima e as pessoas me param, e outras vezes eu espero que elas me reconheçam e elas não o fazem. Depende do dia e de que país eu estou. Recentemente eu estive no Sri Lanka e pensei que estava completamente anônima, mas todo mundo sabia quem eu era. E então eu posso estar em Nova York e pensar “ Oh não, isso será difícil” e é fácil. As pessoas não me perturbam, então eu não sei o que é exatamente.
O quanto é difícil para você combinar trabalho e vida familiar?
Tem sido ótimo até agora com o bebê. Eu tenho escolhido projetos que não durem por um longo tempo, esse ( se referindo a Arquivo X) é o mais longo que tenho feito ( ultimamente). Mas a programação está funcionando bem e não tem sido um problema. Existe sempre esse enorme desejo de ir até o seu bebê não importa o que esteja fazendo, e existe toda a culpa e emoção usual que as mães passam e experimentam mas você só tenta dar o que quer que possa e eu tento passar o maior tempo qualitativo possível com meus filhos e tento fazer o meu melhor.
Quais são os seus planos após Arquivo X?
Eu amo viver em Londres, então eu ficarei por lá. Eu tenho alguns projetos que serão lançados esse ano e alguns outros que eu estou planejando em fazer. Eu estou produzindo e adoraria dirigir. Em algum momento, isso vai acontecer, e claro, eu amo passar o tempo com meus filhos. É tudo desafiador, mas a vida é uma grande diversão e muito recompensadora.